Company - Indústria Farmacêutica - Aché Laboratórios Farmacêuticos

Company - Indústria Farmacêutica - Ache




História
O Achélaboratório farmacêutico 100% brasileiro, fundado em 1966, vem fortalecendo e expandindo sua atuação em quase cinco décadas de uma história de sucesso.

A Companhia está presente nos segmentos Sob Prescrição, Medicamentos Isentos de Prescrição, Genéricos, Dermatológicos e Dermocosméticos. Dispõe também de produtos Nutracêuticos e Probióticos.


A entrada em novos segmentos e o avanço em Oftalmologia, com produtos que chegarão ao mercado nos próximos anos, além da expansão da Linha Profuse de Dermocosméticos, reforçam a condição de Empresa vencedora, pela criatividade, pioneirismo na capacidade de inovar e antecipar-se ao mercado, além dos modelos próprios de gestão do Negócio.
Com plantas industriais localizadas em Guarulhos (SP), São Paulo (SP) e Anápolis (GO), em 2014 a Empresa apresentou receita líquida total de R$ 2,13 bilhões, superando a de 2013 em 14,7%. Tal resultado foi obtido, principalmente, pela alta capilaridade de atuação das Forças de Geração de Demanda e das Forças de Vendas e pela diversificação de portfólio, potencializada por investimentos contínuos em inovação – um dos principais direcionadores do Negócio.
Atualmente, o portfólio abrange mais de 20 especialidades médicas: são mais de 303 marcas, em 747 apresentações. Até 2020, a Companhia lançará mais 184 produtos, sendo 120 nos próximos três anos.
O Aché também tem participação na Bionovis – que será inaugurada em breve –  voltada à pesquisa, desenvolvimento, produção, distribuição e comercialização de medicamentos biotecnológicos.

Mais de 4.500 colaboradores fazem parte da Geração Aché e constituem nosso principal diferencial. Atuamos gerando e compartilhando valor com nossos diferentes públicos, o que faz nossas marcas reconhecidas e respeitadas por consumidores e profissionais da saúde, levando confiança, saúde, qualidade de vida e bem-estar à população.
Seguimos criando oportunidades para uma vida melhor, sempre em sintonia com o crescimento econômico, a preservação ambiental e o desenvolvimento social.

Missão, Visão e Valores


Missão
Disponibilizar continuamente, com qualidade, criatividade e rentabilidade, produtos e serviços inovadores e acessíveis, que promovam a saúde e bem-estar dos consumidores, com colaboradores motivados e capacitados e respeito às pessoas e ao meio ambiente.
Visão
Ser o melhor laboratório farmacêutico do Brasil, preferido pelos consumidores e profissionais de saúde por viabilizar o acesso a produtos e serviços inovadores que proporcionam saúde e bem-estar para toda a população.
Valores
• Integridade
• Respeito às Pessoas
• Respeito ao Meio Ambiente
• Espírito Empreendedor
• Inovação
• Crescimento Sustentável

Conselho de Administração m 2015

Mais alto órgão de governança, o Conselho de Administração monitora a performance da Empresa, a gestão e a execução de diretrizes e políticas. Formado por nove conselheiros – entre acionistas e profissionais independentes –, com mandatos de um ano, o grupo define a estratégia, toma as principais decisões de Negócio e seleciona os executivos da Companhia.
A atuação do Conselho é apoiada por três comitês: Estratégia; Finanças & Gestão de Riscos; e Pessoas.
A Diretoria Colegiada, indicada pelo Conselho de Administração, tem entre suas responsabilidades estruturar o plano estratégico e orientar sua implementação e a execução dos projetos, avaliando resultados e garantindo o alinhamento entre estratégia e prática.
Os conselheiros têm mandato de um ano e reúnem-se mensalmente para acompanhar a execução do plano estratégico.
Adalmiro Dellape Baptista
Presidente Honorário / Honorary Chairman
Adalberto Panzenboeck Dellape Baptista
Presidente / Chairman
Paula Regina Depieri
Vice-presidente / Vice Chairman
Carlos Eduardo Depieri
Conselheiro / Director
Jonas de Campos Siaulys
Conselheiro / Director
Ricardo Panzenboeck Dellape Baptista
Conselheiro / Director
Alexandre Gottlieb Lindenbojm
Independente / Independent Director
José Rogério Luiz
Independente / Independent Director
Luiz Antônio Martins Amarante
Independente / Independent Director
Luiz Carlos Vaini
Independente / Independent Director

No lucro do Aché ninguém mexe


São Paulo - A sucessão de gerações emempresas familiares pode mover placas tectônicas. Por décadas, as forças da mudança ficam represadas pela presença da geração antiga. É quando os mais novos assumem o negócio que velhas opiniões se transformam em atitudes que podem alterar o rumo das coisas.
Quando essa transição acontece num gigante como o laboratório farmacêutico Aché, é natural que traga doses um pouco maiores de expectativa. Fundado em 1965 por três executivos do setor, o Aché foi, por muito tempo, o maior laboratório do país. Tudo ia muito bem até que os três fundadores decidiram ir à guerra.
Em 2001, discordâncias sobre os rumos da empresa levaram os sócios a trocar acusações de falsificação de documentos e arrombamento. A década seguinte foi de relativa harmonia, sobretudo se comparada ao arranca-rabo que quase rachou o laboratório em dois.
Pois o ano de 2012 representa um marco na história do setor farmacêutico brasileiro. Após a morte de Victor Siaulys e de Antônio Depieri, em 2009, os filhos assumiram suas vagas no conselho de administração. E, em 2012, o outro fundador, Adalmiro Baptista, deixou o conselho (atualmente é presidente honorário do conselho). A partir de agora, a segunda geração manda. As placas tectônicas vão se mover? 
Olhando ao nível da superfície, o Aché vive uma espécie de era de ouro. Na última década, a empresa triplicou de tamanho — faturou 1,4 bilhão de reais em 2011. A margem de lucro atingiu o recorde de 27% no ano passado. E o Aché dá muito, mas muito dinheiro a seus acionistas.
Nos últimos quatro anos, a distribuição de dividendos foi de 895 milhões de reais às três famílias. Talvez ainda mais espantoso seja o fato de que os dividendos pagos em 2012 representem 98,5% do lucro do Aché no ano anterior. É um nível anormal de retorno ao acionista num setor tão competitivo e dependente de investimentos quanto o farmacêutico.
A rival Eurofarma, do mesmo porte do Aché, limita seus dividendos a 6 milhões de reais por ano. Esse nível de retorno só significa uma coisa: para os controladores, entre investir no Aché e investir em outros negócios, melhor partir para a segunda opção. “Outras farmacêuticas são menos rentáveis porque investem mais”, diz o dono de um laboratório concorrente. “Lá, a missão da empresa é clara: gerar dividendos para os acionistas já.” 
Não há, claro, nada de errado em investir menos e ganhar mais dinheiro com um negócio: controladores de uma empresa de capital fechado fazem com ela o que bem entendem.
Aquisições no setor, por exemplo, têm saído a preços elevadíssimos e os retornos têm sido duvidosos. Mas, segundo EXAME apurou, a “era de ouro” do Aché não é unanimidade entre as três famílias que controlam a empresa. A insatisfação se concentra no clã liderado por José Luiz Depieri.
Segundo executivos próximos às famílias controladoras, Depieri defende que o Aché deixe de ser uma vaca leiteira para seus acionistas e assuma o papel de consolidador do mercado nacional — ou mesmo que faça uma associação com um laboratório estrangeiro. Ainda de acordo com esses executivos, Depieri sonha grande; as outras famílias estão felizes com a situação atual. 
Um elemento faz com que essa diferença de opiniões seja de difícil solução. Em 2003, os controladores assinaram um acordo segundo o qual decisões que alterem a sociedade têm de ser aprovadas por 80% dos acionistas. Como cada clã tem 33,3% das ações, isso significa que vender, comprar ou abrir o capital são movimentos que precisam do apoio das três famílias.
“Esse acordo engessa o Aché”, diz um executivo próximo aos Depieri. Entre os negócios que o Aché esteve perto de fazer, mas não fez, estão a compra das rivais Medley e Mantecorp, a abertura de capital (sempre defendida por Depieri) e uma sociedade com a britânica GlaxoSmithKline — que, segundo executivos que acompanharam as negociações, esteve perto de caminhar para a venda de uma participação no Aché para os britânicos.
A cúpula do laboratório chegou a negociar a compra da empresa de cosméticos Jequiti, mas o conselho reprovou a ideia. Para Depieri, esse engessamento faz com que o Aché perca oportunidades de crescimento num mercado em expansão. Nos últimos quatro anos, enquanto os sócios se esbaldavam com seu quase 1 bilhão em dividendos, os rivais avançaram.
A receita líquida do Aché cresceu 30% no período. Muito menos que Hypermarcas (250%), EMS (90%) e Eurofarma (70%). Os Depieri se dizem interessados em comprar a participação das outras famílias, possivelmente com dinheiro de um sócio de fora; mas a resposta é sempre “não, obrigado”.
O que justifica essa atitude dos controladores do Aché? Segundo concorrentes, ex-funcionários e amigos das três famílias, vem acontecendo com o laboratório algo comum a muitas empresas que passam dos fundadores para a segunda geração — que nem sempre compartilha a mesma paixão pelo negócio.
O clã Baptista, por exemplo, criou um gigante do ramo imobiliário com os dividendos do Aché, a Partage. Trata-se de um pequeno império com dezenas de prédios e salas comerciais, três shopping centers prontos e quatro em construção. A família recebe mais de 200 milhões de reais pelos aluguéis dos imóveis a cada ano.
Mesmo descontado o imposto de renda, é mais que sua fatia nos dividendos do Aché. Como os Baptista, os Siaulys também usaram o dinheiro que veio do laboratório para investir ao longo dos anos no setor imobiliário.
Jonas, um dos três filhos de Victor Siaulys, comanda a holding Marvic’s, que tem em seu portfólio os hotéis de luxo Unique, em São Paulo, e Unique Garden, em Mairiporã, no interior do estado. Endinheirados desse jeito e com um laboratório que paga tantos dividendos, é compreensível que os sócios do Aché resistam em mudar o que vem dando certo.
Até quando essa resistência vai durar? É inegável que, embora tenha crescido menos, o Aché chega a essa nova fase repleto de saúde. Ao não fazer aquisições destrambelhadas, a empresa manteve sua dívida sob controle. Encher o caixa de dinheiro também não faz muito sentido num ambiente de juros em queda.
“Hoje, a empresa não tem o que fazer com tanto dinheiro”, diz José Ricardo Mendes da Silva, presidente do Aché. A dúvida é se o cenário benigno dos últimos anos vai se manter. A união das redes de farmácia está criando gigantes do varejo, como RaiaDrogasil e DPSP (formada após a fusão de Pacheco e Drogaria São Paulo).
É inexorável: a concentração no varejo leva à concentração na indústria, que precisa se fortalecer para manter seu poder de barganha. Os executivos do Aché sabem que a tendência do mercado brasileiro é crescer menos daqui em diante, o que forçará o investimento em inovação e aquisições, algo que não combina com o pagamento de 98,5% do lucro em dividendos.
Segundo especialistas em fusões, essa combinação pode incentivar a criação de um gigante nacional — com a bênção do governo, que recentemente deu o primeiro passo nesse sentido. A criação da Bionovis, joint venture formada por Aché, EMS, Hypermarcas e União Química, tem como objetivo declarado investir na pesquisa biotecnológica.
Ninguém duvida que a ideia do governo é juntar ao menos duas delas. Aché e Hypermarcas, por exemplo, tiveram conversas preliminares no ano passado para uma possível fusão. Para a cúpula do Aché, uma união com um rival forte em genéricos, como a EMS, também faria sentido. Basta querer.



 
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