Indústria Farmacêutica - Previsões para o Mercado e Modelos para novos Produtos


Acho o termo meteorologista mais apropriado a abordagem que estamos fazendo neste artigo. Por isso, onde vir essa expressão, substitua-a por analista, se desejar.

As Previsões na Indústria Farmacêutica são o guia definitivo para os meteorologistas da Inteligência de Mercado, bem como para a multidão de tomadores de decisões e executivos que dependem de tais Previsões para tomar suas de decisões.

Sim, em praticamente todas as decisões, um executivo da Indústria Farmacêutica considera algum tipo de Previsão.

O processo da Previsão do futuro é crucial em muitos aspectos da empresa - desde o cronograma de produção do próximo mês até as estimativas do Mercado de medicamentos na próxima década.

O pré-programador farmacêutico precisa encontrar um equilíbrio delicado entre a engenharia excessiva da Previsão - incluindo o Big Data e as complexas equações contidas em caixas pretas, sobre as quais, poucos interessados entendem e ainda menos compram - e uma abordagem excessivamente simplista que depende muito de informações anedóticas e opinião.

Todos buscamos uma base de Previsão equilibrada e bem sucedida dos produtos em desenvolvimento, bem como dos produtos comercializados atualmente.

Queremos explorar os processos da Previsão farmacêutica, suas variadas ferramentas e métodos para chegarmos a novos produtos, antevendo as ações do Mercado. Assim, desejamos comunicar a dinâmica dos Mercados às várias partes interessadas, bem como os pontos fracos e fortes das mais diferentes maneiras e abordagens que Previsões bem elaboradas propiciarem.

Tal conteúdo pode ser ilustrado com tabelas, diagramas e exemplos que elucidem a tomada das decisões.



O que é uma Previsão?

Previsão na Indústria Farmacêutica funciona como uma ferramenta que ajuda a tomada de decisão. É uma medida para as incertezas que temos pela frente ou uma ajuda no planejamento do próximo curso a seguir.

Não importa o ângulo, todas as perspectivas precisam cruzar em um ponto, compondo algo como o processo de pintar um quadro bem preciso do futuro. E claro, é aí que muitos especialistas podem errar.

Histórias reais discrepantes

As discrepâncias entre a Previsão e o desempenho real esmagam as expectativas para alguns medicamentos que se tornam blockbusters, como no caso do Blocarden™ (Timolol) da Merck e o Monocid® (cefonicid) da GlaxoSmithKline.

Ao passo que outros medicamentos projetados como blockbusters ao serem lançados pela primeira vez, não são favorecidos pelo jogo da Previsão, como no caso do Aspartame® da Searle & Company e o Garamycin® (Gentamicin) da Schering-Plough.


Complexidade da Previsão

As Previsões são processos difíceis devido ao fato de abrangerem várias variantes, interagirem em diversas áreas multifuncionais, esperando a conversão progressiva desses diversos numerosos pontos de dados.

Tanto estrutura como a abordagem da Previsão podem ser diferentes de acordo com a função ou a necessidade.

Previsão estruturada pode variar de acordo com o dinamismo da situação, por exemplo, ao acrescentar um novo produto em seu portfólio atual, com um lançamento de P&D, ou atirar num cão da matriz BCG (para dar lugar e posição para outra oportunidade). Nesse ponto a Previsão será essencial no planejamento do portfólio, considerando os fatores de risco envolvidos na aceitação do novo produto no mercado e a decisão sobre qual produto cederá seu lugar, talvez posicionando outros mais para baixo.

Além disso, a Previsão será um fator fundamental quando a empresa desenvolver uma nova campanha de marketing, a fim de estimar o ROI Real vs o ROI planejado, indicando o volume de vendas em termos de unidades.
  • O que é o ROI - Return on Investment?
No que diz respeito a fabricação, o papel e a forma da Previsão será diferente porque o principal objetivo será o de estimar o volume das unidades a serem fabricadas, os produtos desperdiçados, considerar o estoque atual, o plano de armazenamento e o prazo de validade.

Com o departamento de finanças, a Previsão será crucial ao planejar o racional envolvido no OPEX, os orçamentos atribuídos para Marketing, Vendas, R&D, e as tarefas administrativas.
É por isso que o meteorologista deve entender porque a previsão é necessária, a fim de desenvolver a melhor construção, gerando uma boa Previsão.

Métodos de Previsão


Arthur G. Cook em seu livro Previsão para a Indústria Farmacêutica, listados os métodos de previsão eloquentemente de acordo com a duas categorias principais, a facilidade do uso e a complexidade do método.

.: método dartboard

Este método depende principalmente da intuição, a experiência anterior e forte familiaridade do meteorologista.

As desvantagens deste método talvez seja que o meteorologista não seja capaz de interpretar as razões para a Previsão ou responder a perguntas tais como: Em caso de aumento, de que forma os números do orçamento de marketing vão mudar.

.: modelo de workstation

O modelo mais complexo identificado por Arthur G. Cook, requer vários pontos de dados de entradas para as equações construídas no software para completar a previsão. Este sofisticado modelo workstation pode sobrecarregar o usuário com dados necessários.

.: método Planilha simples

O mais comumente usado até agora nas Previsões da Indústria Farmacêutica, principalmente por ser simples e organizado.

.: método analíticos de folha de cálculo

Uma evolução para os métodos de folha de cálculo simples que inclui mais funções avançadas de análise tal como as áreas geográficas, segmentos do paciente, além de incluir os dados visuais.

.: Sistema de métodos dinâmicos

Este é um método de previsão mais avançado que pode incluir variações no comportamento e tratamento do paciente, tais como taxas de adesão baixa, retardação fases entre os ciclos de tratamento por meio de programas de aplicação, tais como: iThink, Vensim e Powersim.

.: Previsão 3.0: o que é o próximo?

A Ernst & Young desenvolveu seu modelo Pharma 3.0, o qual gira em torno dos “melhores resultados de saúde”, como uma evolução na Indústria Farmacêutica do Pharma 2.0 e do Pharma 1.0.

O modelo Pharma 3.0 está focado exclusivamente em blockbusters, enquanto Pharma 2.0 está focado no aumento da penetração de mercados emergentes e no desenvolvimento genéricos a partir de Marcas, e nenhum deles tinha considerado os motores de mudança para o Pharma 3.0.

O envolvimento do paciente e a alta interferência dos pagadores são fatores-chave na condução, deslocando o poder do Médico para o usuário final.

Além disso, o crescente poder e volume do Mercado de OTC “Over The Counter”, a tendência adotada de dedicar unidades de negócios completas para o Consumer Healthcare (CHC), além da comunicação com o consumidor direto, o acesso em tempo real à informação médica sofisticada, e por último mas não menos importante, o aumento da literacia em saúde definitivamente vai transferir o poder de decisão das mãos do Médico para as mãos do Paciente.


Consequentemente, o meteorologista tem de combinar as metodologias científicas para o futuro revelador do desempenho do produto, considerando os fatores dependentes do paciente mais dinâmicos ao processo de previsão, tais como as taxas de conformidade, os níveis de consciência, pacientes diagnosticados, efeitos diretos de publicidade ao consumidor, a fim de manter-se com Pharma 3.0.

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