Uber dos Médicos - App Dr. Busca



Faltam informação e segurança nos aplicativos de consulta médica?

Em uma boa consulta, o Médico precisa praticar os três Es: Escutar, Examinar e Explicar. E, para que esse encontro seja bem aproveitado, e a espera valha a pena – só o SUSSistema Único de Saúde - faz cerca de 1,2 milhão de atendimentos diários –, é importante reunir informações sobre você e seu histórico familiar, e lembrar de contar.




Também não se deve chegar com o diagnóstico pronto, com fontes que encontrou na internet, para não atrapalhar o resultado.

Para encurtar esse caminho, dois brasileiros de Recife se inspiraram em um serviço americano e criaram o Dr. Busca, um sistema on-line, que permite ao internauta marcar uma consulta Médica sem sair do computador. Esse pode ser o primeiro passo para reproduzir no país o modelo de sucesso dos Estados Unidos. No ZocDoc, o usuário não só marca sua consulta, como também avalia o profissional da saúde, a exemplo do que já acontece com guias digitais de restaurantes ou hotéis. O site oferece um sistema de classificação dos Médicos através de estrelas, cujos itens avaliados são atendimento e tempo de espera.

Bartolomeu Cavalcanti e Raphael Barros desenvolveram o Dr. Busca por causa de uma necessidade pessoal. “Estava com uma dor de garganta e precisava agendar uma consulta. Ligar para os consultórios não era uma boa ideia por causa da minha condição. Foi então que pensei em criar um site”, conta Barros.

Em 2007, quatro anos antes da estreia do Dr. Busca no Brasil, um problema similar inspiraria um americano a desenvolver o ZocDoc, considerado o maior e mais popular nos EUA.

O site brasileiro nasceu mais tarde, em 2011, e já está em seu terceiro aporte de investimento. O projeto foi selecionado por experts do Vale do Silício para participar do Programa Start-Up Chile, uma iniciativa do governo chileno para trazer empresas inovadoras de nível global para a América Latina através de injeção de capital. Esse foi o pontapé inicial para que Cavalcanti e Barros deixassem o Recife e se mudassem para São Paulo, onde atualmente funciona o escritório da companhia.

O site brasileiro oferece mais de 150.000 horários e a expectativa dos fundadores é fechar o ano de 2012 com um faturamento de 3 milhões de reais. O modelo de negócio da empresa, que disponibiliza o serviço para o usuário gratuitamente, está focado no profissional da saúde. “Os médicos pagam uma mensalidade de 200 reais para integrar a sua agenda ao sistema. Dessa forma, eles oferecem para seus pacientes a comodidade de marcar uma consulta em qualquer horário”, diz Cavalcanti. A ideia parece agradar os usuários. “Trinta por cento de todos os agendamentos acontecem fora do horário comercial”, diz.

Para ganhar a confiança da comunidade Médica, os dois empreendedores convidaram o psiquiatra Jairo Bouer para ser um dos sócios da empresa. O especialista é conhecido em todo o país por causa dos programas de TV dos quais já participou em importantes emissoras brasileiras. “Vinha acompanhando esse movimento nos Estados Unidos e achei a ideia interessante”, conta Bouer. “O Dr. Busca é um facilitador, principalmente para as gerações mais novas”, explica.

Nos Estados Unidos, o modelo é similar. A diferença é que lá o valor da mensalidade é de 250 dólares. Segundo a assessoria de imprensa da companhia, o número de usuários por mês do serviço é de, aproximadamente, 1,2 milhão. A solução proposta pelo site, aliada à adesão do público, fez com que a companhia levantasse mais de 95 milhões de dólares em investimentos. Através da plataforma é possível buscar Médicos e Dentistas em 16 cidades americanas.

O Dr. Busca ainda não funciona em todo o território brasileiro, como acontece com o ZocDoc nos EUA, mas os planos da companhia incluem a expansão do serviço para outros estados e também para outros países da América Latina. Segundo os fundadores, a inclusão de outras regiões na plataforma deve acontecer ainda neste ano.

Os adeptos do serviço no Brasil, preveem os empresários, devem seguir o perfil dos usuários americanos do ZocDoc nos Estados Unidos, cuja idade média é de 30 anos. O Dr. Busca reúne 30 especialidades, como Odontologia, Ginecologia, Cardiologia, Clínica Geral, Oftalmologia, Homeopatia, Pediatria, Mastologia, Urologia e Dermatologia. Entre os serviços prestados pelo site está o sistema de lembretes, que avisa o paciente por e-mail ou celular o horário da consulta.

Outros sites similares já chegaram ao Brasil. É o caso do Yep Doc e do go2Doc, ambas plataformas de agendamento Médico on-line. A mecânica de busca é parecida em todos os modelos. O usuário faz um cadastro, escolhe uma especialidade, informa o plano de saúde e pesquisa o banco de dados de cada serviço.

Praticidade

Em relação ao diferencial desses aplicativos, a praticidade é o principal atrativo para os Clientes.

Cada vez mais apps estão caindo no gosto do público porque as emergências e os hospitais estão sobrecarregados, seja no setor público ou no privado, e esses apps oferecem a solução para o problema, com atendimento rápido, sem perder eficácia.


Concorrência

Este tipo de atendimento veio somar. Não causando conflitos com os planos de saúde. Os aplicativos atendem doenças de baixa e média complexidade. Se há a necessidade de um acompanhamento mais específico, o Médico encaminha o Paciente para o hospital.


Regra de acesso aos prontuários dos pacientes

Para que tais apps fossem regularizados, o 
CFM - Conselho Federal de Medicina - impôs algumas condições fundamentais.

A primeira delas é a de que o Médico seja registrado no CRM - Conselho Regional de Medicina - do estado onde vai atuar. Também é necessário que o profissional tenha registro da sua especialidade.

O órgão ainda exige que o 
Médico elabore um prontuário (relatório) de cada consulta, que ficará armazenado pelo aplicativo para futuras consultas. Nesse caso, é importante frisar que apenas os Médicos responsáveis pelo atendimento anterior e os que vão realizar a consulta têm acesso aos documentos do paciente.

Por fim, o CFM proíbe que o profissional se autopromova no aplicativo, expondo o preço das consultas, avaliações de outros clientes ou use algum outro artifício que caracterize o que órgão chama de concorrência desleal com os demais profissionais.


Temor

Entre as determinações apresentadas pelo CFM para regularizar o uso dos aplicativos, uma em especial vem gerando desconfiança entre os especialistas: O armazenamento dos prontuários não ficou clara. 
Não sabemos o nível de segurança desses aplicativos para administrar os prontuários. Esses aplicativos também não pedem autorização do paciente para reter o prontuário na base de dados aplicativo, o que deveria ser feito.


Vantagens

O atendimento domiciliar torna a medicina muito mais humanizada, minimizando o impacto da chamada mercantilização da medicina, que a tem tornado um comércio sem fronteiras onde clínicas populares disponibilizam consultas com preços abusivos e um número de atendimentos muito alto em um curto espaço de tempo, limitando a relação médica com o Paciente.

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